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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Mais do que um recipiente: BARRICAS!

É de tradição MILENAR a conservação dos vinhos em recipientes de madeira, mas a utilização do carvalho novo como forma de modificar deliberada e profundamente as características aromáticas degustativas do vinho, tal como o conhecemos hoje em dia, remonta os anos de 1970.



O carvalho é uma madeira de elevado potencial aromático. Consequentemente, a barrica, passa a ser mais doque um recipiente onde armazena-se o vinho .

De maneira harmoniosa, em compostos oriundios da madeira , enriquece, no estado novo durante as primeiras utilizações no substrato de base proporcionado pela uva e pelo modo de vinificação.



Procura-se um feliz casamento entre Vitis e Quercus.

Nesse sentido, rege a elaboração de vinhos caracterizados por um estágio em carvalho novo deve respeitar três factores interligados: tipo de carvalho, tipo de vinho, e o potencial de oxidação-redução durante o estágio. Em seguida, analisa-se o efeito de cada um desses fatores.



OS AROMAS


A multiplicidade dos aromáticos extraídos da barrica resume-se, em termos descritivos, pelo aparecimento de novos parâmetros olfativos de que "baunilha", "canela", "cravinhos secos" e "amêndoa torrada" são os mais comuns. Podem dar complexidade, mas também podem chegar a mascarar totalmente o aroma primário do vinho.



Na escolha e aquisição de barricas, é essencialmente o potencial aromático que se pretende e que se valoriza. Ele depende da espécie botânica, da origem, do local assim como da árvore individual. A plena exploração desse potencial pela adequada condução dos processos de secagem e queima cabe à tanoaria.



Mas o carvalho não conhece nacionalidade! Embora os enólogos, por falta de segurança própria ou motivos de ''imagem'' , costumem dar preferência ao carvalho de certas tanoarias ou países de origem.



Em todos os países europeus há bons e maus carvalhais, mas alguns países têm mais ''marketing'' do que os outros. O preço nem sempre corresponde à qualidade. Todavia, há algumas tendências no que diz respeito à expressão aromática do carvalho de diferentes países. Tomando o omnipresente carvalho francês do tipo Allier como referência !



Mais no próximo Post.



Viva o Vinho!