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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Um Poema Por Aluisio Martins

à Baudelaire


Creio no vinho e não no cálice
Na embriaguez e não no álcool,
Na libertação dos sentidos e não na carne.
Dou graças à navalha,
Que me provoca dor, mas também me projeta em êxtase.
Vejo a cirurgia, mas não sinto o bisturi.
Assim, se opera em mim, o milagre da vida.
A loucura que me reveste de pena,
Fazendo-me santo, aos olhos de quem tem compaixão pelos loucos.
O paradoxo como paradigma:
“(...) a morte desmente a vida...” (F.P.).
Embriaguemo-nos então.
Pois a cereja é o perdão do Martini.




Viva o Vinho!