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sábado, 9 de abril de 2011

Criador de Mafalda diz não gostar um pouquinho de vinho...


Quino à Folha, por telefone, de Buenos Aires.


FOLHA - Vejo que é um cinéfilo. E falando das coisas que gosta: como um cidadão de Mendoza, também gosta de vinho?
QUINO - Não, um pouquinho não. Gosto muito de vinho. Apesar de um senhor que se chama Michel Roland [francês, consultor de vinícolas], que impõe um tipo de vinho que tem o mesmo gosto em todo lugar. Na última vez que fui ao Brasil, jantei com Ziraldo e pedi um vinho brasileiro. Ele me disse: "Está louco?" Bem, pedimos um e me pareceu ótimo. Com esse Michel Roland o vinho esta virando uma espécie de Coca-Cola no mundo inteiro.

FOLHA - E gosta mais de vinho do que de cerveja?
QUINO - Não, da cerveja também gosto.

FOLHA - Agora estão cheios de cervejas brasileiras por aí...
QUINO - Sim, também está se degradando em todo o mundo. O lúpulo que antes se cultivava fresco agora vem envasado em pó para fazer a cerveja.

FOLHA - Você critica muito a industrialização dos alimentos em "Que Presente Inapresentável"...
QUINO - No último, que se chama "A Aventura de Comer" [inédito no Brasil], muito mais.

FOLHA - Sente falta da comida de anos atrás?
QUINO - Oh, sim, demais. Sobretudo se você fala de tomates. Hoje eles não têm nada a ver com quando eu era jovem. Não têm perfume, sabor. Em geral, isso acontece com todas as verduras.


e etc, etc, etc... Mais?





Falar do famoso Quino, é automaticamente lembrar de Mafalda, uma mínima parte de sua carreira,mas o que o projetou internacionalmente.
Aqui mais um pouco do prestigioso Quino: "Humanos Nascemos" (1991) , "Que Presente Inapresentável" (2004) e "10 Anos com Mafalda" (Martins Fontes, R$ 45, 190 págs.) .