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terça-feira, 19 de abril de 2011

Pedigree do Rótulo: AOC, DOC, DOCG


Em geral são 3 as mais usadas, com as respectivas traduções em cada país produtor:

1) Appellation (le-se apelacion)

Define a área em que a cepa foi cultivada (Bordeaux, Rioja, Napa Valley, Alentejo etc.). Cada país mantém uma regulação para que uma vinícola possa utilizar uma Appellation. Em geral, essa regulação determina o percentual de uvas autóctones que devem ser utilizadas para que possa ser considerada Appellation. Ou seja, um vinho produzido em Bordeaux não poderá jamais ter o “carimbo” Appellation se, por exemplo, x% das uvas tiverem sido importadas de outra região. Também se usa a expressão Denomination de Origen e assemelhações. E assim se explica porque espumante tem uma denominação em cada parte do mundo – Champagne, na França; Cava, na Espanha… etc.

A título de curiosidade: A primeira Denominação de Origem é o Vinho do Porto, século XVIII, Portugal

2) AOC ou A.O.C – Appellation d’Origine Contrôlée (lê-se: apelacion de origín controle)

Essa denominação foi criada (como parece que quase tudo no mundo enolatra) na França, na década de 30. O sistema de apelações/ denominações da França é o modelo que inspirou praticamente todos os países (bons) produtores. No caso da AOC (ou DOC, na Itália e Espanha por exemplo), as regras são mais rígidas e passam pela descrição do Terroir, características do plantio, nível de maturação dos frutos para efetuar a colheita, limites mínimos e máximos de álcool, os métodos de vinificação, até a determinação das melhores safras. Tudo isso para e garantir que um Chateauneuf- du-Pape, um Brunello de Montalcino mantenham sempre algumas características básicas e um padrão de qualidade. Também se usa outras traduções como Denominatión de Origen Calificada (Espanha) e Denominazione d’Origine Controllata (Itália)

3) DOCG ou Denominazione d’Origine Controllata Garantita

A classificação foi incluída no sistema de denominações da Itália. O objetivo é ser ainda mais rigoroso no controle de qualidade e garantir, além dos padrões básicos, a excelência do vinho. Na prática: além de todas as regras, os vinho precisam ser degustados e aprovados por um comitê para receber essa, digamos, comenda!

Existem outras denominações, principalmente na França, tais como vinhos de mesa, vinhos regionais, grand crus que serão retomados no futuro. Os mais importantes são esses três.