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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Heartland Wines - E as impressões de um iniciante!


Fernando na foto.






            No Grand Tasting como já havia comentado no post anterior boas surpresas...Fiz fotos quando possível entre uma região ou outra, ou seja, ``
uma taça ou outra!``

Difícil é não registrar.

Aqui, além de registrar minhas impressões fotográficas, quero aos meus amigos e leitores transmitir um pouco a visão de alguém que - ainda - não está totalmente inserido no mundo do vinho. Essa entrada, dá-se através dos relatos de Fenando Melo Filho. Espero que apreciem...










Heartland Wines é o nome do Vinhedo.
Local: Langhorne Creek & Limestone Coast


'' Falamos com o Martin Strachan, COO - Chief Operating Officer (Chefe do gabinete de Operações ou Chefe de Operações numa tradução Livre)। Além da simpatia, é claro, Martin tinha muito pra contar sobre os vinhos australianos। No início da conversa ao experimentar o vinho branco Heartland Stickleback White notei um sabor totalmente diferente de qualquer vinho que havia experimentado naquela noite. Ele disse: "É o Novo Mundo, Fernando". Daí começou a falar sobre a origem do vinho. Os vinhos Heartlands são muito particulares pois estão localizados na Costa Sul da Austrália (que não é o mesmo que Nova Zelândia, ele quase me bate quando troquei) em uma reentrância do mar que formou um espécie de Baía de Guanabara, obviamente com características distintas, numa cidade chamada ADELAIDE. Langhorne Creek e Limestone Coast é uma região de micro clima muito peculiar, solos propícios para produção de vinhos ricos em pureza, taninos "finos" como ele descreveu, preenchendo o palato, cor e aromas salientes. Recebe o vento gelado da Antártica mantendo o clima sempre com temperaturas moderadas e chuvas de outono.


A produção é cordenada por Ben Glaetzer e tem a filosofia da "mínima intervenção" e pouca extração das uvas (ou seja, ao que me pareceu eles ameaçam menos as uvas do que o normal. Ele fez uma comparação com o Carbenet Sauvignon, mas particularmente não entendi ) .


Voltando aos vinhos, o vinho branco me pareceu super agradável.Ele recebe o nome de um peixe típico da região chamado Stickleback que tem hábitos "estranhos" e particulares e é assim que eles querem que vejamos o vinho: diferente e único. E de fato é único. O vinho branco me pareceu (ao meu gosto leigo) um vinho cheio de frescor, muito aromático, lembrando frutas e por isso o sabor citríco o que o torna perfeito num dia de verão.

O Stickleback Red (45% Carbernet Sauvignon, Shiraz 38%, Dolcetto 9%, Lagrein 8%) é um vinho tão aromático quanto o branco, mas aqui tivemos uma experiência interessante com a presença do tânino que já é mais apurado nessa garrafa। Era um vinho muito equilibrado acidez controlada e um ar de frescor। Parece que essa sensação de "gelo" na boca é uma característica dos vinhos dessa linha ou vinhedo. Como Martin nos falou é um vinho que acompanha carneiro, ostras e comidas mais oleosas, para "limpar" a boca durante a refeição.

E por último, infelizmente, pois não tinha mais nenhuma outra garrafa, experimentamos o Heartland Carbenet Sauvignon 2009.

Nossa... espetacular! Não por ser um vinho sofisticado, mas por ser o vinho mais estranho que tomei aquela noite. De fato era diferente. Beber ele, me pareceu que estava no meio de um churrasco com os amigos e vendo o campo à minha frente. Foi uma aventura. Sabor EXTREMAMENTE peculiar. Devido a algumas condições climáticas dessa safra, o vinho tinha aromas frescos e um sabor de MENTA! Não sabia que isso era possível num vinho, mas é!!! Lá, eu chocado, e Martin explicando o que havia ocorrido nesse ano, pena que não lembro dos detalhes... mas vocês podem pesquisar na internet. Tudo que vinha na minha cabeça era como aquele vinho era DIVERTIDO. Um tanino espetacular com um vermelho típico do carbenet e acidez moderada e um aroma de frutas vermelhas: novamente diferente dos anteriores mais frutado.

Encerramos o papo tomando uma taça completa deste vinho e, para minha tristeza, nos despedimos.

Martin, certamente, é uma figura única e seu vinhedo está no caminho certo''.






Fernando & Martin








Viva o Vinho!