Translate

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

História do Vinho, altos e baixos!






'' O bom vinho governa todos os temperamentos'' essa citação de Stendhal, escritor do século retrasado mantem-se firme.
Tamanha percepção correta que os gregos foram seus maiores exaltadores, Hipócrates, o paida medicina, fala longamente das propriedades do vinho como estimulante das funções digestivas e psíquicas, detalhando, inclusive, as formas de administra-lo, segundo o clima e o ambiente. Mas foi no berço da civilização romana como todos sabem onde atingiu a sua maior expressão.


O vinho foi ameaçado devido ao islamismo que não aceitava o alcool na época das invasões bárbaras na europa. Por causa dos cristãos não desapareceu.

Os conventos religiosos da idade média foram os abrigos dos vinhedos. Sem os monges, talvez não existissem 10 milhoes de hectares de tera cultivados com os vinhedos em todos os continentes, e a Europa não produzisse anualmente MAIS de 300 MILHOES de hectolitros de vinho.
Foram os beneditinos, carmelitas, cistercenses, cavaleiros de Malta que criaram alguns dos melhores vinhos franceses, ainda hoje insuperáveis em qualidade e sabor.

Difícil acreditar os Monges...mas foram sábios!

A Revolução francesa de 1789 também estimulou a vinicultura. Grande parte dos vinhedos de propriedade da nobreza e do clero passaram para as mãos do estado francês que, aos poucos, vendeu as propriedades para pessoas do ramo, ligadas à Terra. Esses novos donos, auxiliados por avanços tecnológicos da época, foram aos poucos chegando a bela variedade de vinhos oferecidos pelos franceses.

Atualmente, existem por toda França zonas vinícolas demarcadas. Cada uma delas tem suas denominações específicas, o que indica ao consumidor a origem do vinho.
Por exemplo, os Châteaux são os vinhos produzidos em Bordeaux (só alguns poucos são da Borgonha); os Clos e Côtes, na Borgonha.

Os melhores vinhos do mundo saem justamente de Bordeaux e da Borgonha, são de lá os grandes Crus como Château Haut-Brion, Margaux, Latife, Latour, Mouton-Rotshschild, Meursault, Pommard, além do Clos de Vougeot, considerado, talvez, o melhor do mundo.

Château não significa exatamente um castelo. No que se refere a vinhos, a palavra indica apenas a ''propriedade'' , a fazenda. Pode ser pequena ou grande, ter ou não castelo. É claro que um château que tenha realmente um castelo é muitíssimo mais interessante.

Borgonha e Bordeaux são as maiores regiões de vinhedos e produção vinícola e lideram as listas dos vinhos detentores da Appellations d'Origine Controlléé- A.O.C. Esta sigla designa os vinhos de uma determinada área, com exigência de produção e especificações controladas, os vinhos superiores. Indica que o vinho foi produzido conforme determinadas especificações. Não é, por si só, um atestado de de excelência, mas os melhores vinhos do mundo estão nessa categoria.

Na França, as áreas vinícolas A.O.C são as de Bordeaux, Borgonha, Beaujolais, Côte de Rhône, Alsácia, Jura-Savoia , Loire, Champagne, Provence, Languedoc-Roussilon. Em todas elas, existem confrarias para defender, melhorar a difundir os vinhos locais. Uma das mais famosas é a dos Clos de Vougeot. Dizem alguns historiadores que o papa urbano V não quis sair de Avignon por temer não encontrar fora dali um vinho com a mesma qualidade e sabor.




De Antoine Watteau, Jean-Antoine Watteau (1684-1721), O amor no teatro francês
E mais de sua biografia, no link abaixo