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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

oBÁ Região de Baja California.

                                                       Porta de entrada da Cozinha ''oBÁ''

             
                 Minha passagem pelo México foi rápida porém marcante, como toda a viagem deve ser. Marcada por seus sabores, cores, texturas, cores, energia ... E revivi esses sabores ontem à noite ... ’’Obá’’ é realmente um lugar especial. Para se sentir no México. E vejo que a nostalgia tem a sua maneira de dominar as tantas memórias. E então posso garantir, que são bons bom esses dias... Longe da cidade e do país mexicano, geograficamente, e tão próxima pela atmosfera que promove ‘’Obá‘’...
Ainda pelas mãos do chef mexicano   Gerardo Vasquez, convidado a harmonizar com os vinhos São Tomás (ainda sem importador no Brasil!), então pudemos eu e alguns jornalistas convidados a desfrutar de um cardápio riquíssimo da culinária indígena mexicana e reviver esse tesouro que ainda tem gosto de aventuras ...

         A primeira entrada formidável: um caldo muito especial, típico do México, que serve justamente para abrir o apetite. Possui a concentração do aroma do camarão seco verdadeiramente intenso, e proporciona um sabor incomparável com a adição crocante e salgada que ele dá ao prato. Em contrapartida a sensação mais macia se dá quando se une a outros ingredientes, como batata, cenoura e o acompanhamento do Santo Tomás Chardonnay (2008). Este, produzido no VALLE SANTO TOMÁS (Vale de Baja California - México), que me causou uma surpresa deliciosa com a cozinha mexicana. Na sua mineralidade agradável e textura aveludada ‘’casou’’ perfeitamente com o apimentado caldo! Bem percebi por meio dos vinhos desse jantar, que aguçaram minha vontade ainda maior de conhecer o ‘’outro lado’’ mexicano, dos ‘’vinhedos’’, o estado de Baja California, Norte Mexicano.

         Para quem não imagina região produtora no México, precisa saber que as primeiras mudas de Vitis Vinifera chegaram as Américas pelas mãos de missionários (da Colônia Espanhola), e as vinhas se espalharam pelo país. Portanto ela não tem uma ‘’uva’’ original apenas dela. Informo que três zonas se firmaram como produtoras desses vinhos, além de Baja California, Parras e Querétano! Sobre Santo Tomás - Fundada em 1888, está relacionada às missões religiosas que se instalaram na Califórnia entre os séculos 17 e 19. Embora tenha sido precursor dos vinhos nas Américas, o México sofreu com governos que não permitiram o desenvolvimento contínuo do cultivo das vinhas e da produção dos vinhos...
Na época da colônia, o vinho era consumido pelos espanhóis no dia-a-dia e nas cerimônias religiosas. Devido à qualidade da terra, ao clima e às grandes extensões territoriais, a produção de vinhos encontrou um espaço adequado no país, que passou a exportar a bebida para a Espanha. Isso fez, no entanto, com que o preço das garrafas espanholas despencasse e, consequentemente, que o rei proibisse a plantação de vinhas no México. A exceção era para os religiosos, como padre José Loriente, que com 2.000 parras da variedade Missión e cem oliveiras, fundou a missão de Santo Tomás de Aquino, no vale onde hoje se encontra a vinícola!
           
            A tradição culinária mexicana segue então com sua riqueza e herança por sua variedade de alimentos Yucatecan: provamos a segunda entrada apresentada como ‘’trilogia’’, mas antes disso umas fotos que fiz quando o convite à cozinha veio para que eu e a fotografia pudéssemos imergir juntas e extrair o máximo do momento!







                                
                                  ''Codzitos''







              (Fotos da Cozinha/preparo da ''Trilogia '' )


                O Codzito no super caldo que leva (ingredientes) preparados pela cozinha sob ‘’batuta’’ do Chef Gerardo, dispensaria comentários se não harmonizasse tão bem com o Merlot (07). A gordita inflada de frijol ( uma massa de milho misturada com feijao que fica inflada ao contato com o óleo quente, temperada com salsa  roja de chipotle ) e o tamalito de alberjon parecem um carinho gastronômico, porque tem algo tão familiar com nossa cozinha que nos desperta outras sensações, como o lacinho da folha do milho onde a pamonha é enrolada e remete a cozinha nordestina do nosso país! Toda estética é graciosa!

              Um dos pratos principais, preparado com técnica maia, foi um pescado que me fez concentrar. Tanto que a fotografia ficou na brincadeira do momento em que meu colega usando seu ‘’equipo fotográfico’’ lançou uma luz rebatedora criando um efeito ‘’interessante’’. Enfim, o pescado em Mac cun ficou simplesmente divino com o Sauvignon Blanc 2009.

             O tempranillo Cabernet (08) marcou tão mentolado e frutado... E acompanhou o ‘’Rés em Chilchilo Rojo’’: criação do Chef!

Dois vinhos de colheita tardia, um branco e um tinto, o Tardo Colombard2007. E finalizaram a noite!

Cada um em seu estilo acompanhou as sobremesas. O singular da noite (que vale muitos comentários) é o ‘’simples’’ e exótico papaya com folha de figo. Imaginou? Mais o queijo como companhia.

Realmente finalizou surpreendentemente! Vontade de repetir diversas vezes! Nada como um gran finale, reunindo tantas características interessantes e tudo isso no aconchegante ‘’Obá!’’.


Gordita Inflada de frijol




 

 Pescado en mac cum negro




Detalhes! Presença da ''Casa Brasiliana'' em sua arte.
















Obá 

Rua Dr. Melo Alves, 205   -  Jardins  - São Paulo/SP
 11 3086-4774 
 www.obarestaurante.com.br


http://www.facebook.com/restaurante.oba


Folha de São Paulo:
http://marcelokatsuki.blogfolha.uol.com.br/2012/09/26/semana-mexicana-em-sp/




Viva o Vinho!