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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Parceira do vinho: A TAÇA! Tal qual existe para cada tipo de vinho.



                 O assunto não é novo, já até escrevi  brevemente antes, mas é sempre bom contribuir  mais com  algum novo conhecimento que se ganha no `meio do caminho` e, além do mais, alguns amigos e conhecidos `volta e meia` sempre estão a perguntar :

 ``Mas tem necessidade mesmo a taça `belelê` para tomar este vinho? ``


 Já se eu responder  será da forma mais descontraída possível e simples aproveitando para desmistificar o que aquele já me revelas um caso de pensar que é ``frescurite``. 
`Frescura mesmo não, mas sempre é bom dar as opções! `

Um exemplo! Tenho amigos desde Santa Maria que só bebem vinho.Tudo bem! `Mas` bebem assim como se estivessem (ainda) lá nos tempos do  DCE da UFSM, que é no  formato totalmente despojado: bebendo no copo  e não  preferencialmente com taça, até porque o que importa sempre foi  beber o vinho!

E´... mas esses amigos ainda fazem isso ou pelo menos brincam de faze-lo! Rio!

Bem acabo de dizer, que se fosse frescura, a taça que existe aí por toda sua influência e razão de existir não estaria se fosse só para o estético. E vamos lá!



       Vinho é uma bebida complexa. Devido a isso, a taça participa com seu devido valor, pois o mesmo vinho mostra características diferentes se degustado em taças distintas.

Uma degustação requer o uso dos nossos 5sentidos e por isso  a importância que se tem a altura correta da haste de uma taça para beber um sauvignon blanc, tão complexo, deve-se ser alta, para que `jogue` a bebida para o centro da boca e não na ponta da língua região essa mais sensível á acidez, e com a borda mais estreita, para segurar os aromas.


Essa primeira acima ilustra um modelo próprio para tintos mais ácidos e que pedem maior oxigenação, o bojo largo e a altura mais baixa dão `uma mãozinha` para que o vinho tenha mais espaço.


Essa a direita, seria de bojo estreito, pois como descrevi ajuda a amenizar o contato com o ar, facilitando o ``caminho`` de um Sauvignon Blanc que revela mais acidez. Mas veja que curioso, pouca diferença, com um bojo mais largo melhor serve para o Chardonnay, que precisa também oxigenar, já que seus aromas amadeirados são mais densos.





Esse modelo ideal para os espumantes/champagnes, chama-se ``flute``, que mantem  por mais tempo o que mais gostamos de perceber nesse tipo de vinho, a sua efervescência.




           Vinho do Porto, Jerez e fortificado.  
Requer bojo e haste pequenos, por seu alto teor alcoolico.


Mas toda essa estória chama-se EVOLUÇAO. Levando em consideração que ao testar um `Pinot da Borgonha` em sua taça apropriada é `vê-lo` reter todos os aromas que condiz com sua delicadeza e elegância. E observa-lo depois em outra  taça para vinhos mais encorpados; potentes, verá ele SUMIR! Devido a característica da casta.



Falando em evolução, outra curiosidade: na década de 60 foi a Riedel, que revolucionou os modelos especificos do que existe no mercado até hoje!

Para finalizar, essa é a opção mais certeria para quem quer degustar um vinho em sua plenitude!


O copo? Pode servir sim, mas na absoluta falta de taça ...











Viva o Vinho!