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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

A Bourgogne é muito melhor bebida do que compreendida!






         Alguns kilômetros de carro percorrido: Marsannay a Montagny - de ponta a ponta descobrindo o charme da Bourgogne pude sentir suas texturas, e assim fiz meu próprio mapa! Cada parada pude sublimar o Pinot Noir e o Chardonnay!


     A Bourgogne guarda a grandeza dos Bourbons, que governavam até o Mar do Norte, moldou as cidades, mas também as paisagens vinícolas, começando pelos monges de “Cisterciens” na Idade Média.
 Estas vastas áreas agrícolas muito diferentes, o “Morvan” é uma das mais chuvosas e frias na França e a “Côte Chalonnaise” ensolarada com verões quentes.

Com uma estrutura  em que não são raros os casos de proprietários de apenas 1 ou 2 fileiras de vinhas e com um sistema de denominações inalcançável para a maioria dos apreciadores, com 5 regiões - Chablis, Côte de Nuits, Côte de Beaune, Côte Chalonnaise e Mâconnais - divididas em centenas de denominações classificadas em diversos níveis - regionais, villages, premiers crus e grands crus - quase todas elas com nomes impronunciáveis.





    A posição do vinhedo na colina em termos de altitude e composição de solo aliada à filosofia de trabalho de cada produtor, gera vinhos bastante distintos em qualidade e estilo. Vai desde o medíocre ao sublime.







   Conforme a extensão dos vinhedos da Bourgogne, não existe um “terroir” local, mas vários “terroirs” diversificados. Para entender com facilidade, três grandes conjuntos coerentes se apresentam:

 O primeiro, ao norte, é a do “Chablis”, em colinas principalmente de calcário com alguns fósseis, de origem sedimentar. O segundo conjunto inclui a “Côte de Nuits” e a “Côte de Beaune”. Cerca de 50 km, é uma faixa estreita de terras inclinadas calcárias dominando o rio “Saône”, um afluente do rio “Rhone”. Estamos em um sistema hidrológico diferente, mais quente do que “Chablis”. O terceiro conjunto, é a “Côte Chalonnaise” e o “Maconnais”, constituído de solos argilo-calcários mais profundos e aberta a influências mediterrânicas.


Vinhos da Bourgogne vem de quatro principais regiões de Cote d'Or, Cote Chalonnais, Maconnais e Beaujolais. Cote d'Or é composta de duas regiões conhecidas como Côte de Nuits e Côte de Beaune com uma região notável conhecido como Nuits-Saint-George encontrada entre os dois. A quantidade de vinho da Borgonha produzido é quase equivalente ao de Bordéus. Um fato interessante é que as uvas de Borgonha são cultivadas em encostas como se opor às terras planas.





Classificação dos vinhos -
Vinhos da Bourgogne tem basicamente três vinhos classificações - aldeia, 1` crus e grand crus.


Todos os tintos Grand Cru estão na Côte de Nuits e todos os brancos Grand Cru estão na Côte de Beaune. O único tinto Grand Cru da Côte de Beaune é o famoso Corton.
As condições de terroir são perfeitas nesta região quanto ao clima, insolação, altitude e principalmente a composição do solo, fator determinante para o plantio de Chardonnay ou Pinot Noir.
O produtor, a localização do vinhedo, e a filosofia de trabalho em áreas específicas são os principais fatores para separarmos o joio do trigo. Borgonha sobretudo neste trecho, é terra de especialistas, e cada comuna tem seus segredos.

Tem mesmo!!!





Informações específicas sobre 21 denominações:

Bourgogne aoc - Bourgogne Aligoté - Chablis - Côte de Nuits - Gevrey Chambertin - Clos Vougeot - Vosne Romanée - Nuits Saint Georges - Côte de Beaune - Corton - Pommard - Volnay - Meursault - Chassagne Montrachet - Mercurey - Macon - Givry - Pouilly Fuissé - Rully - Todos vinhos da Bourgogne



Touché!