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sábado, 9 de novembro de 2013

Transporting Bernard Loiseau!



``Transporting Bernard Loiseau `` para quem não assistiu esse filme, vale ler a sinopse!




           Comer é um risco!Um risco de se perder...
        Falar de Bernard Loiseau não é simplesmente olhar de fora e pensar que tudo é uma grande festa! Mas é sim, só que com outro olhar!  E´ sobretudo entender a importância da alimentação como identidade de um povo. Por trás de cada base esta toda história social do modo de comer.




      Salvador Dalí presente!
Sou suspeita para falar as suas obras é que me instigaram a começar pintar ... daí babo literalmente. Mas essa escultura no meio do restaurante não é mera coincidência. Obras de Dalí provocam interpretações diversas devida a intriga e a intensidade do surrealismo, assim pode ser comparado a proposta do restaurante, ou a iniciativa do chef representar o irrepresentável... e conseguiu!



      No total são 5 restaurantes da marca Bernard loiseau : 2 em Paris e 3 na Bourgogne.

     Alguns produtos, o curioso `Relais & Châteaux`,  e outros serviços!
     Uma das curiosidades com relação aos chef`s de todos esses restaurantes, eram como mantinham essa celestial recepção gastrônomica!

     Patrick Bertron, é o nome do chef atual do Relais Bernard Loiseau, onde esteve ao lado de Bernard quando vivo, então é com ele que os chef`s de cada restaurante passam um mês trabalhando, aprendendo para após finalizada etapa voltar a sua cozinha, e a sua interpretação, explicou o diretor Christophe ( Loiseau des Vignes, de Beaune)Voilá!






        O Crémant de Albert Bichot! Continuo sendo da seguinte opinião que o vinho é ali o que deveria ser sempre, simples, de todo mundo, acompanhado de um prato sem luxo, ele por si só tem uma luz oblíqua que nos transporta para um mundo deleitável e sóbrio...




      A entrada para nós, um pequeno guacamole em um creme, com um crocante de amendoim e espelette (pimenta da cidade de Espelette/AOC). Acompanhando os cremes de feijão, milho e bacon.




Para aumentar o mosaico de texturas, ovo pochê em um creme com queijo Citaux, creme de ervilhas, risoto e lascas de trufas da bourgogne.




        O chablis fez a harmonização.


   Quenelle de Saone (rio),um peixe que na boca estava rigorosamente macio, com molho de crustáceo.



       

      Não sei onde esse chef foi buscar inspiração!Alapucha digo até agora...
Escalope de Foie Gras, é considerado uma das maiores iguarias da culinária francesa assim havia de fazer parte, junto uma sensação quase etérea de tão delicadamente descontruída, que ficou muito melhor  com o acompanhamento de folhas verdes, manjericão, cerefólio e cebolinha francesa.






         Momento perdição nem precisava escrever, essa é a gloriosa mesa, quase uma biografia,  que fica na entrada do restaurante e depois que passeia entre as mesas ao final de cada jantar!
Nada mais justo estamos na Bourgogne!




       E´ verdade que quanto mais afiamos o paladar, mais buscamos os sabores pungentes, picantes...
Passei o resto do serão a achar que o interior da minha boca, os olhos fechados e com os ouvidos imersos em sons crocantes vivendo uma experiência neurogastrônomica já haviam mesmo tomado domínio, eu deixei escapar a ida a cozinha dessa vez...


Jean, Mourad Haddouche e Christophe Gines 







nota*
A quenelle é um bolinho feito com carne ou peixe muito condimentados, ligados com clara de ovo e natas, ovos batidos ou manteiga e farinha.


Touché!