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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

NOVIDADE: Vinho Afeganistão?

Imagem por Mark Doran, Afeganistão, 2012.

Quando li a introdução da matéria, pensei logo, como assim? tenho contato com muçulmanos diariamente e, pelo que sei eles são opostos ao consumo de álcool...


Hoje a maioria dos vinhedos são abandonados porém, o Afeganistão foi um país produtor de vinho desde antes da chegada dos talibãs ao poder, antes da invasão de 1979 que desconstruiu completamente aquele país. Um país que teve até 30 variedades de uvas e, que conta com vantajoso clima: ensolarado e úmido do sul ao norte, já era conhecido por sua grande produção de frutos e pelas suas vinhas. 
Um relatório recente do grupo International Development Corporations é que indica que o país tinha rica tradição de uvas e vinhos. E para a retomada do desenvolvimento economico, agricultores querem que o governo ajude-os com a exportação, por consequencia dos obstáculos que a guerra que durou anos acumulou desde sua tecnologia arcaica até o potencial das vinhas que se encontram em estado deplorável. A agricultura que hoje é a principal fonte de renda para os agricultores afegãos e único meio de subsistência para 70% da população.
Embora o Afeganistão tem uma longa história de cultivo de uvas como romãs, pistaches, damascos, passas, as décadas de conflito e guerra destruiram os campos e vinhas.E entre as uvas e vinhas têm incluído: o Askari, TAFI, Kimish, Abjouch (branco), Chaabi Siad ou preto Chahabi, Chamsar Safid (vinho branco) região Charikar, Dear Ali Safid (vinho branco) região Goran perto de Herat, Charala Safid (vinho branco) região Kandahar Chindourani Safid, ou Sahibi Safid Noir.
O vinho Cabul dito por lá e conhecido tinha um cheiro semelhante ao de Madeira. Bem, imagine-se que se pode obter qualidade se produzidos hoje com mais cuidado. Ainda há a cultura mulçumana, que como todos sabem é relutante em permitir o consumo do álcool e com isso para a produção do mesmo em todo território. 

Um bom livro sobre o assunto: Volume 4 Pierre Galet "Uvas e Vinhos da França - uvas de mesa Afeganistão.

A situação de hoje conta com uma  cooperativa de viticultores de Panwan  que estão trabalhando para melhorar os padrões de produção e acesso aos mercados internacionais. Estes produtos de comércio justo estão disponíveis no Ocidente através da empresa Tropical Wholefoods.


Um vídeo, em francês em:

https://www.facebook.com/pages/Mundus-Vinus/185354591551452


Fonte:
http://www.devigneenbouche.org

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