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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Angheben Vinhos de Terra fértil!



   

        Chegando num dos dias mais quentes de Janeiro ( quem dera ``AMENO`` fosse verdade... ) para visitar o Vale com 30 graus ou não, vale o encontro quando é rico em oportunidades de uma boa conversa ao redor das surpresas que guardam cada garrafa ou tanque!




Recebidos pelo pai e filho Angheben, difícil era mesmo ir embora. Essa recepção do produtor gaúcho NUNCA nos falha e de nada decepciona, eu fico me sentindo na obrigação de retribuir gigantemente!




   Começar com ``Gewurztraminer``, diria ``tática desonesta``, mas não é...  Essa cepa fantástica, é não só é  a entrada, mas a saída para esquecer o calor que estava o dia! 
Eduardo é minucioso em explicar o processo de produção de cada um dos vinhos, como por exemplo da sua Gewurztraminer, que geralmente nos mostra aquela cor marcantemente amarela, e no caso, do vinho da Angheben feito dessa cepa, tem uma cor muito mais para ``água`` do que para amarelo, caso alguém questione quando encontrar seu vinho é devido o tempo de permanência do contato com a casca o menos possível, no caso de sua produção ... Isso se questionar! Bem, então pense mais uma vez no calor de 30 e logo ``de cara`` um vinho super delicado, bem vindo, aromático sim, mas nada que seu perfume sobrepuje e de acidez equilibrada!!!? Ou seja é desse ``start `` que precisavamos,  e parte do mergulho que sofreríamos logo mais...
Safra 2013





Número 2 e 3, Pinot e Barbera! Um duplo assalto... no nariz e na boca... O Pinot foi o meu eleito dentro da evolução aromática e de sabor, partindo do esquecimento que passado, talvez, uma hora e meia, e recobrando a memória ele já estava outro Pinot! Totalmente excelente. O barbera `casamento`? de uma acidez incrível ao ponto de me deixar com água na boca e nisso entra mais uma vez ``o especialista gastronomico Eduardo``, sugerindo INFINITAMENTE comida com esse vinho, ``casamos``diversas vezes! água na boca! Ainda que o Barbera Angheben seja uma coisa de louco em versatilidade, o Pinot esquecido na taça é algo para não esquecer... Eu não esqueci!

   
 Então vem o MEL, PURO FAVO DE MEL. Vou dizer que esse Cabernet é MEL puro no nariz, e segundo Eduardo ele não jogou nenhum favo dentro do tanque...Mas parece que jogou. Eu nunca senti, que eu me lembre, um vinho assim que expressasse tão bem esse aroma, na verdade. 

Depois de muita porrada... dos três últimos tintos, sabe aquele verso... 
``hoje sou perfeito
   num terreno ermo
   deserto estou
   e aqui, decerto
   sou terra fértil``

Certamente esse Brut representa muito bem o país estando entre os melhores, embora eu não seja nenhuma especialista, mas sabendo que o Brasil é bom na produção e eu gosto de muita coisa, e sim, poucas eu não gosto, esse é sim mais um dos excelentes espumantes brasileiros que cumpre o seu papel de conquistar o mercado. 

Daí vamos dar uma volta... Vamos ao tanque provar o potente Teroldego porque daqui alguns ``diazinhos `` ele já deve estar à venda e é onde eu espero reve-lo já que não posso negar que meu envolvimento  fiel era sem dúvida com as diversas ``caretas``daquele Pinot que evoluia na taça antes da despedida!


 Daí vem o Eduardo e traz esse vinho de 15 anos... Deixando claro: ``Vamos ver, o que pode sair daqui, eu não sei``. 
Tudo bem, tudo bem, nós não vamos embora assim sem essa!
Esse senhor acima com esse ``tijolaço``no decanter (cor), que me enche os olhos, e como disse o próprio: ``Quem disse que o vinho brasileiro não pode envelhecer bem? `` 
Frutado, ainda persistente, e interessante! Ele tem 15 anos hoje hein?

            Idalêncio e Roberto Vianna



Eu só tenho a agradecer ao Sr. Idalêncio e  Eduardo Angheben pelas histórias diversas, pela troca de opiniões, debate e conhecimento, foi um início de tarde de respeito que esquecemos que o calor existia totalmente!


Touché!